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10/08/2021

Opinião | "Pura Raiva" de Cara Hunter

 


Cara Hunter é aquela autora que eu fico ansiosa para que saia cá mais um livro. O género policial não é o meu favorito, mas esta autora consegue envolver-me na trama e surpreender-me como nenhuma outra série deste género consegue. Como tal, eu estava muito curiosa para ler este quarto volume da série do inspetor Adam Fawley, o meu livro favorito tinha sido o primeiro e até ao momento ainda não havia nenhum que o tinha ultrapassado e digo que este ainda foi melhor, fiquei completamente chocada com o caso e principalmente com a forma como a autora juntou tudo e ainda teve impacto na vida pessoal do inspetor.

Neste quarto livro uma rapariga é encontrada na rua bastante assustada e descobre-se que ela foi raptada. O inspetor Adam Fawley começa a investigar e descobre que tem parecenças com um caso seu antigo, o problema é que o culpado do caso antigo foi apanhado e ainda está preso. Agora têm que descobrir o que realmente está a acontecer antes que mais uma jovem seja raptada.

O caso neste livro é muito interessante, digo mesmo que talvez seja o mais complexo que já tivemos nesta série. Quanto mais vamos descobrindo o que está a acontecer, vamos conhecer segredos dos personagens e percebemos que aqui a autora colocou temas muito importantes e diferentes que têm que ser tratados de forma normal e que infelizmente hoje em dia ainda existe preconceito. Não posso dizer que temas são esses porque é spoiler, mas acreditem que é muito importante e adorei que a autora os tivesse retratado desta forma tão natural.

A resolução do caso é chocante e quando percebi o que realmente tinha acontecido fiquei arrepiada. Não é um thriller, mas a realidade é tão chocante que não queria acreditar e eu não imaginei nada daquilo. A forma como o caso também está relacionado com a vida pessoal do inspetor também é muito curioso, ficamos a conhecer cada vez mais este personagem e a sua mulher e já só quero saber mais.

Um aspeto curioso desta autora é que não temos capítulos. Admito que no início fez-me confusão porque acho que a leitura fica um pouco cansativa, mas agora eu já habituei e acho que é algo original e um grande diferencial que a autora tem nos seus livros. Outro aspeto interessante é que continuamos a ter excertos do que está a sair das redes sociais e nos media, mostrando assim ao leitor o quanto os meios de comunicação influenciam os casos policiais. Isto também só mostra o quanto as pessoas gostam de comentar e dar palpites quando na verdade não têm nada a ver com os acontecimentos.

Cara Hunter escreve maravilhosamente bem e consegue deixar o leitor preso ao livro porque normalmente o leitor conhece alguns aspetos do caso antes dos personagens e aqui é o oposto. A autora lança que o personagem descobriu algo, mas só mais à frente é que vamos entender o que realmente descobriu, deixando assim o leitor ansioso para continuar a ler. A forma bastante original como a autora desenvolve a trama é muito diferente de outros livros do mesmo género e é isso que eu mais adoro. Por isso, mesmo que achem que não gostam de policiais/thrillers, têm que dar uma oportunidade a Cara Hunter e ao inspetor Adam Fawley porque acreditem, não se vão arrepender.


Leitura com o apoio:

Porto Editora

17/02/2021

Opinião | "Dois Reinos Negros" de Kendare Blake

 

Iniciei esta leitura com altas expetativas, o primeiro livro tinha sido bom, mas o segundo foi incrível e estava bastante curiosa para saber o que a autora tinha preparado para estas irmãs. Infelizmente as expetativas não foram alcançadas e vou mesmo dizer que foi o mais fraco dos três. Posso compreender que seja uma espécie de ponte entre o segundo livro e o quarto livro, mas o que aconteceu aqui poderia ter sido resumido em poucos capítulos e, na minha opinião, não houve uma grande evolução na história. 

Em Dois Reinos Negros acompanhamos os acontecimentos por três perspetivas: a Katharine como rainha, a Jules com os rebeldes e por último a Arsinoe e a Mirabella no Continente. A Katharine que conseguiu chegar a rainha, vamos ver como a sua vida está a ser e sinceramente é o que já estava a espera, o povo não está feliz e vamos ver a evolução de vários problemas por causa disto. Eu achei este lado bastante chato e desinteressante, a história da Katharine com as Rainhas Mortas começou a ser cansativo, porque sabia que coisa boa não poderia vir dali e ela própria teve atitudes infantis que para uma rainha não fez sentido. 

Sobre a Jules que está com os rebeldes, estes querem derrubar a coroa e inicialmente até achei que poderia ser interessante, fiquei curiosa com toda a história que criaram e principalmente com o mito de quem seria a Jules. Devido ao grande poder dela eu comecei a acreditar que realmente fazia sentido e que poderia ser algo interessante para a trama, o problema é que tomam atitudes parvas que não fazem sentido algum para a história. No final de contas, fica chato e o que era interessante torna-se aborrecido e previsível.

Por último, eu estava bastante curiosa para saber como seria a vida da Arsinoe e da Mirabella no Continente, afinal de contas na ilha tinham certas regalias por serem as rainhas e no continente não são ninguém e têm que se adaptar. E posso dizer que a única coisa que salvou este livro foi que tivemos mais informações do que aconteceu no passado e todas as diferenças entre a ilha e o continente. Achei interessante ver a perspetiva de pessoas que não sabem da existência de magia e toda a história que separou a ilha do Continente. Uma das questões que eu tinha era saber mais sobre este mundo e entender se era assim em todo o lado e percebemos que não e isso foi o melhor de todo o livro. Mas foi só isso, lá não aconteceu propriamente nada de especial e depois voltam por uma dúvida sem sentido. Digo mesmo que até a história da Rainha Azul, que no início estava interessante, ao longo da história fica cansativo. No fim temos uma revelação que essa sim, salvou o livro, sou sincera fiquei chocada e não estava à espera, por norma consigo adivinhar, ou pelo menos desconfiar, mas isso não aconteceu. 

Não sei o que aconteceu neste livro, a autora tinha grandes ideias, mas nenhuma foi bem feita e bem construída. Compreendo que as quatro são jovens e é normal tomarem atitudes parvas ou mesmo infantis, no lado da Katharine até posso compreender, mas nos outros personagens eram mais do que uma pessoa a aceitar fazer o que fizeram. Claro que o objetivo da autora era no final juntar novamente todas as personagens, mas não fez qualquer sentido o que aconteceu. E principalmente, nem para a história foi um grande desenvolvimento. Claro que quero ler o quarto volume, afinal de contas aquela revelação no final foi chocante e pode mudar muita coisa na história, um dos aspetos positivos é que a autora sabe escrever finais que deixam o leitor ansioso por mais, isso Kendare Blake sabe fazer maravilhosamente bem, só gostava que tivesse tido um desenvolvimento bem melhor. Fiquei bastante desiludida com este terceiro volume, esperava muita coisa e no final de contas tivemos quase nada, mas não deixem de ler, se leram os dois primeiros têm que ler este, nem que seja por dois acontecimentos que são muito importante e que tenho a certeza que irão influenciar o futuro da história.

Leitura com o apoio:

29/12/2020

Opinião | "Memória de Uma Cor" de Rosie Price

 

Iniciei esta leitura com altas expetativas e é uma história que sim deve ser lida e discutida devido ao tema principal, mas só! Infelizmente este livro apenas aborda o tema e algumas consequências desse ato e fica por aqui. Tudo o resto é apresentado ao leitor apenas para preencher "espaço", sem necessariamente ser importante ou relevante para a história. Desiludiu-me porque estava à espera de um livro forte e intenso sobre um tema que hoje infelizmente ainda é tabu e que muitas vezes a vítima esconde por medo de ela própria ser acusada e a verdade é que este livro não veio trazer nada de mais.

Em Memória de Uma Cor conhecemos a Kate, uma jovem que acaba de entrar na faculdade e logo num dos primeiros dias o Max entra pelo quarto da Kate. Logo aí ficam grandes amigos e se a personalidade calma da Kate ajuda o Max a ficar mais presente e calmo, já a atitude marcante do Max ajuda a Kate a ser mais descontraída e a vencer a sua timidez. Ao longo dos anos esta amiga fica cada vez mais forte e ficam grandes amigos. Mas numa festa a Kate é violada e ela muda completamente.

A vida desta jovem é completamente desfeita após ser violada e a partir daí vamos ver todas as consequências físicas e emocionais que este acontecimento teve na sua vida. O livro deveria ter focado apenas e só na Kate, mostrar o que ela sentia, o que ela pensava e como ela tentava lidar com a situação. Mas não, temos capítulos de personagens completamente aleatórias e sobre o passado destas que nada vêm a acrescentar à história e que só tornou a leitura cansativa. Tudo é tratado de forma aleatória e rápida o que faz que não consigamos ter qualquer empatia pelas personagens e muito menos emocionarmos com o que está a acontecer.

A escrita da autora é talvez o grande problema deste livro. Penso que o que a autora quis fazer era que o leitor tivesse a sua própria opinião sem interferência dos pensamentos dos personagens, mas não fez isto corretamente, pelo contrário. Como está escrito faz com que o leitor não tenha qualquer envolvimento com os acontecimento e, devido à rapidez dos acontecimentos, até perdemos alguns acontecimentos. Logo no início não sabemos quase nada sobre os personagens e o pouco que sabemos é que são x, logo depois mudam completamente e não percebemos como houve esta mudança, simplesmente a autora manda "para o ar" e o leitor que "apanhe se conseguir".

Para mim, não foi a melhor escolha para contar esta história. Um simples exemplo é que no momento em que a Kate está a ser violada eu não senti nada, uma cena destas deve ser marcante e forte para mostrar o quanto este acontecimento é terrível para a vítima e a forma como Price escreveu não trouxe nada ao leitor. Outro exemplo é quando a Kate tem episódios do trauma o leitor não tem qualquer empatia e não entende o porquê do personagem estar a fazer aquilo. Estes são apenas alguns exemplos, temos muitos outros ao longo do livro, não sei se foi algo que a autora fez de propósito ou se ela não sabe transmitir sentimentos, mas não gostei e fiquei bastante desiludida.

O próprio Max é para mim uma figura estranha, pensava que ele fosse mais importante na história e afinal de contas é apenas o amigo que está lá de vez em quando. Não estou a falar de romance, mas sim ele ser um pilar importante para a Kate e uma personagem que a poderia verdadeiramente ajudar e isso simplesmente não acontece. Afinal para quê ter este personagem? A autora poderia ter descrito uma violação numa festa da faculdade e seria exatamente o mesmo. Não senti que houve necessidade de apresentar todos aqueles personagens uma vez que estes não são o importante, nem relevantes, para a história.

Agora vamos falar de coisas positivas (sim também tem algumas xD). Primeiro é a incrível amizade entre a Kate e o Max, desde que ele entrou no quarto dela tiveram uma amizade linda e foi incrível ver essa amizade por tantos anos. Admito que estava com medo que a autora levasse para algo mais, mas felizmente (e talvez a única coisa acertada que fez) é que manteve os dois como melhores amigos e só. Conhecem aquela típica frase "rapariga não pode ser amiga de rapaz" e que para mim é uma estupidez e achei lindo a amizade dos dois. Outro aspeto que gostei é que o tema da violação tem que ser cada vez mais discutido. Principalmente nos dias de hoje e pelo menos isso temos e a autora abordou de uma forma interessante em que a Kate decide não contar a verdade. Temos que pensar que a vítima sofreu algo horroroso que lhe tirou o direito de escolha, ao decidir não contar é a forma de a vítima ter um poder naquilo que pretende fazer. O problema é todas as consequências que isso traz e, pelo menos isso foi bem retrado, apenas mais de forma informativo do que propriamente a mostrar ao leitor (novamente, devido à rapidez com que tudo é contado), mas pelo menos temos algo novo e interessante que deve sim ser pensado e discutido. Até que ponto a vítima tem que contar? Cada um sofre de maneiras diferentes e temos que aceitar as escolhas, mesmo de uma vítima de um caso como este.

Concluindo, é um livro que tinha um potencial enorme e que estava com altas expetativas e no final apenas foi bastante aborrecido. Mesmo assim, acho que sim, que deve ser lido, porque traz uma visão diferente da vítima. É um livro onde a vítima não escolha o caminho certo de fazer as coisas, mas sim o mais habitual e temos que aceitar. 

Leitura com o apoio:

09/10/2020

Opinião | "Sem Saída" de Cara Hunter

 

Sem Saída é o terceiro livro desta série incrível da autora Cara Hunter e novamente fiquei completamente rendida. A autora tem uma forma especial de captar a nossa atenção, adoro a forma como ela desenvolve a história e principalmente como deixa as pistas no ar para o leitor apanhar (ou não). Eu até gosto da forma como ficava irritada porque a Cara manda para o ar que aconteceu algo, mas não diz logo o que realmente aconteceu, temos que continuar a ler para perceber o porquê e eu adoro, fico irritada mas é isso que faz com que o leitor fique preso ao livro e não consiga parar de ler e por isso adoro. Esta autora consegue fazer com que eu comece e não queira parar, Cara Hunter é incrível!


Neste terceiro livro temos um caso um pouco complicado onde ocorreu um incêndio numa casa e nela é encontrado um bebé já morto e uma criança um pouco mais velho em bastante mau estado e que é transportado para o hospital em risco de vida. Agora começa a questão, onde estão os pais das crianças? Quem estava com estas crianças nesta casa? E o que aconteceu? Foi um acidente que deu origem ao incêndio? Foi de propósito? Todas estas questões são colocadas na mesa e a prioridade principal é encontrar os pais das crianças, mas o problema: nenhum atende o telemóvel e a polícia não os encontram. É um caso extremamente sensível, principalmente por termos duas crianças envolvidas, a autópsia do bebé foi das coisas mais complicadas que já li, é muito detalhado e é ainda mais difícil porque sabemos que é um bebé. Novamente temos um caso com crianças e este com um final bastante trágico e devido ao passado do inspetor Fawley percebemos o quanto este caso é complicado para ele próprio. Uma história forte e trágica que dá muitas reviravoltas e muito que pensar.


O caso em si parece mais interessante do que realmente é, não descobri logo no início o que tinha acontecido, mas o desenvolvimento é bastante simples e linear. É uma história mais sobre motivos e segredos que vão sendo desvendados aos poucos. Mesmo assim não deixa de ser triste, estamos a falar de duas crianças e ainda não consegui superar. No livro também temos algumas situações da família em alguns momentos antes do incêndio e vamos percebendo que tinham muitos problemas. Um deles era o ciúme do criança mais velha relativamente ao bebé. Percebemos que o irmão mais velho tinha um ciúme doentio relativamente ao bebé, a mãe ainda estava com sintomas de depressão pós-parto e o pai tinha problemas no emprego, achei interessante como foram colocado situações fortes para o leitor perceber a dinâmica familiar e o porquê de chegar ao final e de todo o acontecimento. A autora sabe desenvolver um drama, nota-se que é bem pensado e bem construído com o objetivo de prender o leitor e até um pouco de colocar empatia ao leitor.


Outro aspeto que a autora já habituou o leitor e que é bastante interessante é que coloca vários extras ao longo do livro que acrescenta imenso à história. Temos desde entrevistas da investigação, documentos privados da polícia e o mais interessante é que temos o que é publicado nos meios de comunicação e também os comentários da população. Isto acrescenta imenso à história, porque vemos o que está a ser passado lá para fora e de que forma as pessoas também dão a sua opinião, tal como se realmente fosse uma investigação verdadeira. Isto já é hábito nesta série e eu adoro, torna a história mais envolvente e com um toque de realismo incrível. A única coisa que ainda me faz um pouco confusão (mesmo após 3 livros) é que não temos capítulos. Para quem como eu não consegue parar a meio de um capítulo é bastante frustrante porque sentia que não conseguia parar. Até pode ser um ponto positivo, afinal de contas parece que não conseguimos parar, temos sim uns "pontos" que separam uma situação de outra, mas mesmo assim preferia que tivesse capítulos bem definidos. De resto é uma leitura incrível que ficamos completamente viciados.


A história é envolvente e intrigante, mas admito que comparado com os dois livros anteriores não é o melhor. O lado positivo e que compensa e bastante isso é que temos um maior desenvolvimento sobre a vida do inspetor e do que aconteceu no passado à sua família e que eu achei incrível. Aqui vamos conhecer um pouco mais da sua família e principalmente tudo o que a sua mulher está a passar. É um livro para quem gosta da autora e principalmente para quem quer saber mais sobre o inspetor. O caso em si é interessante, dá que pensar e até é um pouco revoltante, mas os dois anteriores temos um caso melhor. Outro aspeto interessante é que aqui é mencionado um dos casos anteriores e o melhor é que o leitor sabe a verdade, mas o inspetor não, acho que aquele caso ainda vai voltar a ser falado mais para a frente, não acredito que fiquei assim, principalmente porque foi mencionado neste livro.


Cara Hunter viciou-me nos seus livros, não sou muito fã do género, mas de todos os que já li, aqui temos o inspetor mais interessante e toda uma equipa que dá vontade de seguir e de saber mais sobre eles. Fora que a forma como trabalho é bastante interessante e queremos continuar a acompanhar a forma como investigam. Como já referi, o livro está escrito de uma forma bastante original, ter acesso ao que a comunicação social está a divulgar e o que a população pensa sobre o caso é bastante interessante e traz uma outra dinâmica fantástica ao livro. Sim, estou viciada nos livros desta autora e quero ler tudo que ela escreva. Não estava à espera de ficar viciada numa série de livros policial, nunca tinha acontecido, adoro ver filmes e séries de tv policiais, mas os livros sempre irritavam-me, mas aqui a autora traz a história de uma forma completamente diferente e inovadora que fiquei completamente rendida. Cara Hunter conquistou-me e mal posso esperar para ler o próximo!


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20/07/2020

Opinião | "Nas Asas de Um Coração" de Sylvia Day


Sylvia Day é uma autora que eu gosto muito e já li alguns livros dela. A autora é mais conhecida pela série Crossfire e este livro é um stand alone e tem uma pequena ligação com a série principal, mas nada de especial e se não leram os outros livros não tem qualquer problema. Existe uma personagem que aparece que é da outra série, mas nada de especial, até digo que é não tem qualquer importância que a autora poderia ter deixado isso de lado. Por isso, se nunca leram nada de Sylvia Day podem sim começar por este que não tem qualquer problema.

Neste livro conhecemos a Teagan, uma mulher com um emprego muito bom e que devido a ele é rica. Mas acabou de sair de um relacionamento e tenta viver num local mais calmo para superar tudo e neste momento tem um novo projeto que sempre sonhou. Tudo estava a melhor até que a casa ao seu lado é vendida e o seu novo vizinho, Garrett, muda por completo a sua rotina. A partir daqui vemos o relacionamentos destas duas personagens e tudo o que escondem, porque sim, ambos têm muitos segredos e não são nada fáceis.

Antes de mais nada tenho que dizer que a autora foi fabulosa. Eu não estava nada à espera deste livro, foi uma autêntica surpresa e fiquei completamente chocada. A autora conseguiu enganar-me e nunca imaginei tal coisa. O início do livro é tudo muito rápido, os dois personagens têm uma química e uma atração quase instantânea e fiquei reticente se iria gostar, mas depois vamos conhecendo mais sobre eles e é quando sabemos os problemas reais dos dois que ficamos chocados e percebemos que tudo, mas mesmo tudo, desde a primeira página, que tem uma explicação e é chocante, mas que compreendemos todo o livro.

Eu gostei imenso dos personagens, principalmente o Garrett que mesmo depois de tudo o que passou nunca desistiu e correu atrás (literalmente - só depois de lerem o livro é que vão entender) do que quer para resolver tudo. Adorei este personagem, só queria entrar na história e abraçá-lo para dizer que tudo iria ficar bem. Já a Teagan eu gostei dela no início, ela é uma mulher empreendedora e com muito sucesso, mas depois que conhecemos o seu passado fiquei um pouco triste, sim eu compreendi que não era nada fácil, mas achei que poderia ter lutado um pouco mais e tentado. 

Mas no fundo temos uma história linda de duas pessoas que sofreram muito e é lindo ver o desenvolvimento deles. Podem achar estranho como um livro tão pequeno ter tanta emoção e tantos problemas juntos, mas acreditem, tudo faz sentido e ficam de boca aberta, completamente chocados, quando tudo é encaixado. Apenas queria um pouco mais destes dois protagonistas, queria saber um pouco mais sobre o futuro, infelizmente o livro é bem pequeno, mas o foco também não é esse.

Também tenho que falar da capa super amorosa e que chama super a atenção. Assim que vi este livro sabia que tinha que o ter e no final do livro percebemos um pouco o porquê da capa, não é algo literal mas é interessante e tem sim bastante a ver com a história. O livro é bem pequeno, por isso não posso falar muito porque tudo acontece muito rápido e qualquer detalhe é spoiler e quero que sintam o mesmo que eu, fiquei completamente chocada com o plot twist. Tal como já disse, iniciei a pensar que era uma coisa e depois a autora consegue mostrar que afinal é outra coisa completamente diferente e foi muito bom!

A escrita da autora é envolvente e cativante, tal como já conhecia, mas acho que neste livro Sylvia Day superou-se porque eu não desconfiei de nada. Sim, a autora conseguiu enganar-me e havia alguns promenores que dava a entender, mas fui completamente enganada. Adorei esta vertente mais misteriosa da autora e sem dúvida que quero ler muito mais dela. Nas Asas de Um Coração começa por ser um romance fofinho e que até alguns leitores podem ficar incomodados, mas tudo tem uma explicação e a mesma é fabulosa, comecem o livro e não desistam porque acreditem, vão ter uma grande surpresa!

Escrever esta opinião foi um pouco complicado, porque tive que ter cuidado para saber exactamente o que dizer. Não poderia dar spoiler, mas também não podia mentir. Não estão a entender? Então leiam o livro porque realmente, é muito complicado explicar assim. A própria sinopse é super interessante, porque realmente não dá spoilers, mas também não mente, bastante curiosa e só fui perceber isso quando terminei o livro. Leiam, acredito que vão ficar chocados tal como eu.

Para mais informações sobre o livro: Porto Editora

Leitura com o apoio:

04/09/2019

Opinião | "A Ferver" de Jennifer Blackwood

Título: A Ferver
Autor: Jennifer Blackwood
ISBN: 978-989-745-027-3
Edição ou reimpressão: 06-2019
Editor: 5 Sentidos
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 256

Sinopse: Erin Jenkins está de regresso a casa, 10 anos depois de ter deixado Portland. Não está a atravessar o melhor dos momentos, mas quando surge a oportunidade de acompanhar a sua velha paixão de escola a um casamento, o verão torna-se bem mais interessante. Escaldante, até…
Jake Bennett é bombeiro e pai solteiro. Sofreu no passado e, por isso, faz o que pode para proteger o coração de mais… chamuscadelas. Quando reencontra Erin, forma-se a tempestade perfeita para uma noite intensa. Ou duas. Ou cinco.
Erin e Jake depressa descobrirão que quem brinca com fogo dificilmente lhe escapa.
Os dados estão lançados sobre dois corações incendiados num verão quente.

OPINIÃO:
Um bom romance intenso e envolvente é o que eu mais gosto e ao ver esta capa é isso que promete e foi por isso que quis logo ler esta história assim que saiu por cá. E que história ... o título diz tudo e sim foi muito intenso e envolvente tal como já esperava. Aqui temos uma história de duas pessoas bastante diferentes que juntas vão encontrar um porto seguro. Eu amei cada página e a história destes personagens que é simplesmente linda. Principalmente o Jake, que é um personagem que foi obrigado a mudar radicalmente e é lindo conhecer a história de vida deste homem.

Neste livro conhecemos a Erin, um jovem que acaba de perder o emprego e por isso volta à cidade onde cresceu, mas o objetivo dela é apenas para passar o verão até conseguir arranjar um emprego novamente. Mas quando ela reecontra o Jake e este faz-lhe uma proposta, ela vê a sua vida mudar completamente e se no início só queria voltar a fugir daquele cidade, agora ela talvez tenha motivos para repensar na sua decisão. O resumo pode ser bastante simples, mas acreditem, esta história tem muito mais que faz com que seja bastante envolvente, as coisas não são assim tão simples e isso só faz com o livro seja bastante intenso e torna-o muito bom. 


A Erin era professora mas acabou de perder o emprego e isso faz com que ela seja obrigada a voltar para o local de onde sempre quis fugir, a sua casa, junto da sua família. Ela era uma jovem que sempre morar numa grande cidade e quando vê que tem que voltar para onde cresceu, vê a sua vida a voltar para trás. Por um lado eu compreendo, ela é uma lutadora e sempre quis ser bem sucedida e isso não acho nada de mal, mas a forma como ela estava sempre a dizer que queria ir embora admito que no início irritou-me um pouco. Mas ao longo do livro vamos conhecendo-a melhor e ela própria vai mudando, é notório a evolução dela e o quanto a sua percepção do que quer para o futuro também vai mudando e pouco a pouco a Erin cativou-me. Afinal é uma mulher lutadora e que não tem medo de seguir o que quer, no final gostei imenso dela.

O Jake é um dos personagens mais interessante que já li. Eu fiquei completamente encantada com ele, ele foi um jovem ao estilo "bad boy", mas quando descobre que a namorada está grávida ele muda completamente. Ser pai muito novo não é fácil e a responsabilidade faz com que ele tenha que se adaptar. O que mais gostei é que vemos perfeitamente tudo o que ele deixou para trás para ser pai, mas também percebemos que ele não mudaria nada. O Jake é um excelente pai e adorei ler sobre este personagem tão forte e determinado. Durante anos a sua vida foi apenas dedicada à sua filha, mas ela já está na hora de ele também ser feliz, mas claro que ele tem medo de trazer uma mulher para a vida da sua filha e a relação dele com a Erin não vai ser tão simples assim, mas eu gostei disso, só mostra o quanto ele é um bom pai.

Para mim, a história principal é o Jake, que personagem maravilhosa. Mas ao longo do livro conhecemos outras como a filha dele, que é uma jovem super divertida e que fartei-me de rir com ela. A relação da Erin com a família também não é a melhor e ao longo do livro vamos percebendo o porquê, tornando assim esta história bastante familiar, como o Jake também tem a filha ele faz tudo a pensar nela, por isso sim, é muito mais do que um romance, é uma história sobre família. Também temos outros personagens secundários que parece-me que nos próximos livros desta série vão ser importantes, porque pareciam ter segredos. No final, A Ferver é um excelente livro para iniciar esta série sobre bombeiros que eu acredito que cada um vai ser muito bom.

A escrita de Jennifer Blackwood é bastante fluída e divertida que fez com que tenha lido bastante rápido e ficado completamente presa a estes personagens. A autora conseguiu desenvolver bastante bem esta trama, no início parecia que tudo iria acontecer devido ao pedido do Jake de a Erin ir com ele ao casamento da irmã, mas isso é apenas o início e temos uma série de problemas reais a acontecerem e a história só ficou cada vez melhor a cada novo capítulo. É um romance que devorei rapidamente e que recomendo bastante para quem quer algo rápido, divertido e com uma pitada de drama e muito romance. 

Leitura com o apoio:

26/07/2019

Opinião | "Um Trono Negro" de Kendare Blake

Título: Um Trono Negro
ISBN: 978-972-0-03086-3
Edição ou reimpressão: 03-2019
Editor: Porto Editora
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 368

Sinopse: A BATALHA PELA COROA COMEÇOU, MAS QUAL DAS RAINHAS VENCERÁ?
Depois de uma Cerimónia de Beltane marcante e com o Ano da Ascensão a decorrer, é altura de rever as apostas e escolher um lado.
Katharine, a gémea frágil e fraca, está mais forte que nunca. Arsinoe tem de descobrir de que forma o seu dom secreto a poderá ajudar. E Mirabella, a vencedora desejada, enfrenta uma oposição nunca vista… e de que poderá não se conseguir defender.
Neste novo capítulo da autora bestseller do New York Times, as rainhas mais mortíferas do mundo têm de enfrentar o implacável obstáculo que se lhes apresenta: elas mesmas.
Quando a batalha terminar, só uma irá reinar.

OPINIÃO:
Quando terminei o primeiro livro eu queria imenso ler a continuação. O final de Três Coroas Negras foi chocante e eu não sabia o que a autora iria trazer para este mundo, fora que percebi logo que é um universo bastante grande e que muitas coisas ainda estavam por vir, por isso eu entrei nesta leitura bastante ansiosa para saber o que iria acontecer a todos os personagens. Mas o que não esperava era que este segundo livro fosse tão bom, normalmente nas série o segundo livro não costuma ser melhor, é apenas a continuação do primeiro e apresenta novos problemas, mas neste livro a autora soube desenvolver uma trama que só melhora a cada nova página e cheguei ao final completamente chocada e a precisar urgentemente do terceiro!

Este livro é exatamente a continuação do primeiro e é quando tudo começa a sério. Para falar a verdade o primeiro foi apenas uma amostra do que vai acontecer e faz todo o sentido, afinal de contas a premissa da história é que as rainhas têm que lutar entre elas até à morte e apenas 1 sobrevive. É neste livro que temos as verdadeiras lutas e é muito interessante perceber como a autora criou este mundo e as "regras" dele. Ficamos a conhecer cada vez mais as rainhas e o que elas têm que realmente fazer. Também neste livro vemos como as personagens lidam com as consequências do final do primeiro livro e é bastante interessante perceber como cada rainha lida com isso. É uma continuação bastante forte.


Já conhecemos os personagens, já conhecemos os segredos deles, por isso neste livro a autora foi direta ao ponto: guerra. Sinceramente não estava nada à espera que fosse tão intenso, a autora não poupou a pormenores e o tema principal é que elas têm que lutar entre elas, então vão lutar. As guerras, intrigas e os "jogos" são interessantes, aqui conseguimos perceber melhor cada uma das rainhas e é quando percebemos que realmente existe alguma coisa que não está bem com uma delas e que realmente o final do primeiro livro teve mais consequências para uma do que para as outras. 

Neste livro percebemos uma grande mudança nas três rainhas, se no primeiro pareciam mais jovens, frágeis e ingénuas, neste temos uma mudança de personalidade onde elas percebem que se querem sobreviver têm que lutar. Sinceramente achei uma mudança positiva, afinal de contas elas cresceram a treinar para este momento, sabiam perfeitamente o que iria acontecer e no livro anterior parecia que ainda não estavam muito certas do que tinham que fazer. Isso só faz com que a história fiquei mais interessante, afinal de contas agora sim passa a ser uma luta pela sobrevivência e não apenas pelo trono.

A história está tão boa, que nem consigo decidir qual das rainhas prefiro, se num momento estou irritada com uma, no momento seguinte já concordo com ela e fico a gostar dela. Passei o livro todo sem conseguir escolher a minha favorita e isso só mostra o quanto a autora soube desenvolver bem esta história e principalmente estas três personagens principais. No primeiro livro eu não simpatizei com nenhuma, mas neste eu fiquei completamente rendida a duas e com o coração apertado com a outra, porque acredito que algo bastante mau está dentro dela. É um livro

Sobre os personagens masculinos não tenho muito a dizer, o meu casal favorito não é com nenhuma das rainhas, mas admito que fiquei destroçada com este final, mas novamente não acredito que seja completamente culpa da personagem e tenho a certeza que ainda muita coisa irá vir pela frente. Na minha opinião é um livro tão intenso recheado de intrigas, mistérios e mentiras que o romance fica de parte e o final deste livro só veio mostrar isso mesmo. O desenvolvimento desta história não poderia ter sido melhor, fiquei surpresa em vários momentos e na maioria eu não acredita no que estava a ler e fiquei completamente chocada. Na minha opinião Um Trono Negro está muito mais forte e melhor que o primeiro, foi uma grande reviravolta e imensos acontecimentos que não esperava, tornando assim uma excelente continuação!


Foi fantástico voltar a este mundo completamente diferente onde jovens rainhas que são irmãs têm que lutar até à morte e apenas uma é que pode viver e governar. A autora escreveu maravilhosamente bem, seja as cenas de lutas como as cenas mais dramáticas ou pessoais, tudo foi bem desenvolvido e principalmente nota-se a voz diferente de cada personagem no capítulo respetivo. Afinal de contas estamos a lidar com três jovens, por isso é completamente normal que sejam (ou não) influenciadas por terceiros e que façam algumas coisas sem pensar muito bem, é bom perceber que mesmo estando num mundo de fantasia, estas jovens continuam a ter uma atitude bem normal para a idade e como todos nesta idade cometem erros.

Cheguei ao final bastante ansiosa para saber o que vai acontecer no terceiro livro, o final foi bastante inesperado e espero que algo grandioso venha por aí. É um livro de fantasia recheado de aventuras, magia, amizades e um pouco de romance que vai prender qualquer fã deste género. Principalmente é uma história com uma ritmo bastante intenso e que a cada nova página só vai ficando cada vez mais interessante. Eu estou completamente rendida a este mundo e mal posso esperar que a editora publique o terceiro para saber o que vai acontecer de seguida!

Opinião do livro anterior:

Leitura com o apoio:

02/11/2018

Opinião | "Três Coroas Negras" de Kendare Blake

Título: Três coroas negras
Autor: Kendare Blake
ISBN: 978-972-0-03036-8
Edição ou reimpressão: 07-2018
Editor: Porto Editora
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 328

Sinopse: Três rainhas negras,
Fruto da mesma terra.
Três gémeas meigas,
Agora entrarão em guerra.
Três irmãs negras –
Quais delas não se adivinha –
Mas duas terão de morrer:
Só uma será rainha.
A CADA GERAÇÃO, NA OBSCURA ILHA DE FENNBIRN, NASCEM TRÊS IRMÃS GÉMEAS.
Três rainhas herdeiras de um só trono, cada uma possuindo um poder mágico muito cobiçado. Mirabella é capaz de inflamar o incêndio mais violento ou a tempestade mais terrível. Katharine consegue ingerir um veneno mortal sem sentir os seus efeitos. De Arsinoe diz-se capaz de fazer florir a rosa mais vermelha e controlar o leão mais feroz.
Mas para uma delas ser coroada rainha, não basta ter a linhagem certa. As trigémeas terão de conquistar o seu direito à coroa, lutando por ele… até à morte.
Na noite em que as irmãs completam 16 anos, a batalha começa. E a rainha que sobreviver, conquistará a coroa!

OPINIÃO:
Assim que este livro saiu eu fiquei super curiosa, a capa é linda e lá fora muitas pessoas andavam a falar bem e a premissa cativou-me, afinal temos três irmãs onde apenas uma pode sobreviver e ser rainha. Assim que comecei a leitura percebi logo que seria uma história onde era complicado entrar no mundo que a autora criou, temos muitos pontos de vistas e todos de diferentes lugares e é complicado entender tudo de uma só vez. Admito que demorei bastante tempo para avançar das primeiras páginas, era muita informação de uma só vez, muitos nomes, muitas "regras" diferentes e muito para absorver. Mas assim que percebemos o que a autora criou e tudo o que ela pretende deste mundo, tudo encaixa-se perfeitamente e rapidamente conseguimos avançar na leitura de uma forma bastante viciante.

Três Coroas Negras apresenta-nos três irmãs gémeas que muito novas foram separadas e criadas em partes diferentes deste reino por três "famílias" diferentes que vão treinar a respetiva jovem para que um dia seja coroada rainha. Cada uma tem um tipo diferente de magia e é criada de forma a conseguiu utilizar o máximo do seu poder, para que quando façam 16 anos lutem e apenas uma fique viva e governe o reino. Mirabella, Katharine e Arsinoe são as protagonistas desta aventura que vão ultrapassar por imensos obstáculos, sejam físicos como emocionais para conseguirem alcançarem aquilo que acreditam.


Quando eu vi várias pessoas a falarem sobre esta história, pensava que iria gostar mais de uma rainha, pensava que iria identificar-me mais com uma do que com as outras, mas a verdade é que ao longo da trama é impossível escolher apenas uma. As três são maravilhosas à sua maneira e é impossível dizer  com qual identifico-me mais, até digo que, pelo menos neste primeiro livro, não tenho uma favorita. Cada uma é diferente à sua maneira e cada uma tem as suas forças e fraquezas.

A Katharine talvez foi a que eu tive mais pena, ela supostamente é imune aos venenos, mas o seu corpo ainda é frágil e sempre que utilizam venenos nela ela fica bastante doente A forma como ela é tratada até é um pouco triste, querem que ela seja vista como "a mais poderosa" a toda a força, nem que ela tenha que sofrer com as consequências. Algumas partes só queria espancar aquelas pessoas e abanar a Katharine, afinal não é ela que poderá ser a futura rainha? Como se deixa rebaixar daquela maneira? Gostei dela sim, mas a forma como foi criada é muito triste. Depois temos a Mirabella que é vista como a mais poderosa das três, é a que controla melhor o seu poder, mas como tudo tem muitas fraquezas e uma delas é não aceitar que tem que matar as próprias irmãs. Gostei dela, mostrou ter um bom carácter. Por último temos a Arsinoe, das três é a que ainda não desenvolveu os seus poderes, com isto vai meter-se em imensos problemas, afinal de contas o que importa é mostrar quem é a mais poderosa. A Arsinoe mostrou-nos o outro lado da magia e faz com que o leitor perceba que este mundo criado por Kendare Blake é muito maior do que inicialmente parecia.

Um dos pontos que mais gostei de ver neste universo é que temos uma presença feminista bastante forte. Aqui são as mulheres que são o mais forte e os homens servem a elas. É interessante ver este aspeto num livro de fantasia e sem dúvida que foi um grande ponto positivo e diferente do habitual. Outro aspeto interessante é que temos reviravoltas atrás de reviravoltas. Quando pensamos que percebemos para onde a história está a seguir, a autora surpreende-nos com algo que não estamos nada à espera e muda por completo o rumo da história. Isto faz com que a trama seja sempre super cativante e uma leitura surpreendente.

A escrita no início é um pouco complicada, afinal temos muitas descrições de um mundo novo, mas assim que percebemos o que a autora criou entramos inteiramente nele e torna-se bastante simples e rápido de compreender toda a trama. A autora foi bastante inteligente em mostrar vários pontos diferentes e no fim consegue interligar toda a história e percebemos realmente o porquê de ter que ser assim. Kendare Blake sabia o que estava a fazer, pode não parecer no início, mas quando chegamos ao foco principal tudo encaixa-se perfeitamente e é maravilhoso. Sem dúvida foi um fantástico início para uma série que acredito que ainda vai surpreender bastante e estou bastante curiosa para saber o que a autora preparou nos próximos volumes.

Leitura com o apoio:

01/09/2018

Opinião | "Os Altos e Baixos do Meu Coração" de Becky Albertalli

Título: Os Altos e Baixos do Meu Coração
Autor: Becky Albertalli
ISBN: 978-972-0-03034-4
Edição ou reimpressão: 03-2018
Editor: Porto Editora, S.A.
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288

Sinopse: Aos 17 anos, Molly sabe tudo o que há para saber sobre o amor não correspondido. É que a jovem já se apaixonou 27 vezes, mas sempre em segredo. E por mais que a irmã gémea, Cassie, lhe diga para ter juízo, Molly tem sempre cuidado. É melhor ter cuidado do que sofrer.
Quando Cassie se apaixona, a sua nova relação traz um novo círculo de amigos. Dele faz parte Will, que é engraçado, namoradeiro e um excelente candidato a primeiro namorado da Molly.
Mas há um problema: o colega de Molly, Reid, um cromo e fã incondicional de Tolkien, por quem ela jamais se apaixonaria… certo?
Uma história divertida e comovente sobre primeiros amores e a importância de sermos fiéis a nós mesmos.

OPINIÃO:
Adoro quando um livro deixa-me com um enorme sorriso na cara e foi exatamente assim que este livro deixou-me. Eu já esperava gostar, afinal de conta O Coração de Simon Contra o Mundo já tinha sido maravilhoso e logo percebi que esta autora sabe escrever histórias para jovens e aquilo que promete na sinopse é tal e qual o que vamos encontrar (ou até mais, posso mesmo dizer). O livro é tão pequeno, mas bastante marcante, posso até dizer que mais que o primeiro da autora. Aqui encontramos imensos temas da juventude que se pensar bem, pode ter sido demasiado, mas a autora soube retratar o mais importante sobre cada situação, tornando assim o livro bastante coeso e interessante.

Ao longo desta leitura o que mais surpreendeu-me foi que a autora conseguiu criar cenas perfeitas a partir das coisas mais simples da vida. Já no livro anterior isso foi notório e neste percebemos que a autora sabe o que está a fazer e consegue transformar o quotidiano em algo belo e interessante de se ler. Um desses exemplos é a relação da Molly com a sua irmã gémea, que na verdade é algo natural, mas sendo elas tão diferentes uma da outra é normal que exista pequenos conflitos e confusões típicas de irmãos. Talvez apenas quem tem irmãos é que vai perceber bem estas pequenas coisas, mas é algo tão simples e verdadeiro que foi fabuloso de se ler, afinal ninguém é igual (mesmo sendo gémeos) e Becky Albertalli foi mestre em mostrar esta relação familiar

A diversidade neste livro é sensacional. Desde personagens, a etnias, a orientação sexual, ou até mesmo doenças pouco discutidas, podemos encontrar um pouco de tudo neste livro. Acreditem, parece muito para algo tão pequeno, mas a autora conseguiu dar um toque de cada tema para que fosse um livro bastante diversificado, mas ao mesmo tempo coeso. Claro que temos um ou outro assunto mais importante, mas os restantes foram bem evidenciados ao longo da história ao ponto de não ficarem esquecidos e terem a sua real importância na história.

Claro que também temos um romance super fofo e querido. A relação da Molly com o Reid é bastante engraçada. Tudo começa com uma grande amizade, mas percebemos logo desde o início qual será a finalidade, mas não é algo instantâneo, pelo contrário, é uma relação que a autora conseguiu construir bastante bem e que vai apaixonar o leitor. Admito que no início não gostei muito do Reid, mas Becky Albertalli tem o dom de nos fazer amar outras personagens. E foi exatamente o que aconteceu, o lado estranho e nerd do Reid conquistou-me página a página e fiquei completamente encantada por este personagem. E é óbvio que adorei a Molly, algumas atitudes delas foram bastante estranhas e eu desaprovava, mas eu pensava na idade dela e rapidamente percebia. A Molly é uma típica jovem adolescente e é tão bonito ver que mesmo num curto espaço de tempo ela cresce bastante e a sua relação com o Reid é a coisa mais fofa de se ler.

Estas pequenas diferenças ao longo do livro faz com que a história tenha um ritmo rápido e bastante envolvente, temos imensas coisas a acontecer e a verdade é que só queremos chegar ao fim para saber como tudo vai terminar. Não temos nenhum momento "morto", temos sempre algo interessante e divertido a acontecer, o que faz com que seja uma leitura bastante rápida e cativante. Acreditem que quando começarem não vão querer parar, vão ficar "presos" neste mundo super fofo que a autora criou e quando chegarem ao fim só vão pensar "quero mais!!!".

Os Altos e Baixos do Meu Coração é uma leitura marcante e bastante poderosa, com uma mensagem bastante positiva e otimista que deixa qualquer pessoa com um enorme sorriso na cara. É um livro divertido, ideal para todos os jovens, digo mesmo que teria que ser lido por todos os jovens. Devido aos tantos temas que retrata, este tipo de livros deveriam ter uma maior importância, poderia ser que assim o que hoje é considerado diferente, amanhã finalmente seja visto como normal. Infelizmente em muitas escolas, ainda hoje, os jovens escondem quem são para que não sejam "as vítimas" e este tipo de livros poderiam ser um passo para esta mudança. Um excelente livro que recomendo imenso.

Opinião do livro anterior da autora:

Leitura com o apoio:

25/10/2017

Novidade | "O despertar da menina Prim" de Natalia Sanmartin Fenollera

Lançamento: 2 de Novembro

Uma deliciosa história sobre a beleza das pequenas coisas

O despertar da menina Prim é o romance de estreia da jornalista espanhola Natalia Sanmartin Fenollera

O despertar da menina Prim que foi um bestseller em Espanha, transporta-nos para uma pequena aldeia francesa, onde os seus habitantes são pessoas que fugiram da agitação do mundo moderno numa tentativa de regressar às raízes, à cultura, à beleza e à calma do campo. Assim como o cenário que percorre esta história, este é um livro que transmite a harmonia, o romantismo e a simplicidade de um certo modo de vida, realçando a importância do tempo para apreciar os pequenos prazeres.

Sinopse: Atraída por um anúncio sugestivo, Prudencia Prim chega a San Ireneo de Arnois, um pequeno e encantador lugarejo cujos habitantes decidiram declarar guerra às influências perniciosas do mundo moderno, e é contratada para organizar a biblioteca do homem do cadeirão, uma pessoa inteligente, profunda e culta, mas sem qualquer toque de delicadeza.
Apesar das batalhas dialéticas frequentes com o seu chefe, aos poucos, a bibliotecária vai descobrir o estilo de vida peculiar do local e os segredos dos seus habitantes pouco convencionais.
Narrado com humor, brilho e inteligência, O despertar da menina Prim leva-nos numa viagem inesquecível em busca do paraíso perdido, da harmonia e da beleza, e da profundidade escondida nos pequenos prazeres da vida.

A Autora: 
Natalia Sanmartin Fenollera é uma jornalista espanhola que trabalha atualmente no jornal diário Cinco Días, onde é chefe da secção de Opinião. Em 2013 publicou o seu primeiro romance, O despertar da menina Prim, que rapidamente se tornou um êxito junto do público e da crítica, tendo sido traduzido para vários países.

Novidade:

10/10/2017

Opinião | "Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade" de Jojo Moyes

Título: Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade
Autor: Jojo Moyes
ISBN: 978-972-0-03002-3
Edição ou reimpressão: 08-2017
Editor: Porto Editora
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 29 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 424

Sinopse: Uma mãe por conta própria
Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha.
E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser…
Uma família caótica
Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar.
Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola.
Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar…
Um desconhecido atraente
Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los…
Uma história de amor inesperada
Um mais um - A fórmula da felicidade é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis.

OPINIÃO:
Comecei a leitura deste livro sem nenhuma expectativa, ainda não tinha lido nenhum livro completo da autora e não sabia ao certo o que iria achar e no final foi uma grande surpresa. A trama em si não é algo surpreendente, mas aquilo que me fez gostar tanto foi a forma tão real que a autora mostrou a "vida real", o que fez com que esta história fosse tão emocionante e verdadeira, que admito que não estava nada à espera.

Em Um Mais Um -  A Fórmula da Felicidade temos a história da Jess, uma mulher que luta diariamente para conseguir dar à filha e ao enteado tudo o que precisam. O ex-marido saiu de casa e nem sequer manda dinheiro e nem emprego tem, deixando Jess a tomar conta de tudo, isso fez com que ela tenha dois empregos para trazer dinheiro para casa. A filha, Tanzie é uma menina bastante inteligente, é um prodígio a matemática e o enteado, Nicky é um jovem adolescente bastante diferente que sofre bullying na escola. Mas quando Tanzie tem uma proposta para ir participar num concurso de matemática na Escócia, Jess vê a oportunidade de melhorar a vida dos filhos, o que acontece é que tudo corre mal e Jess vê a oportunidade a desvanecer-se, mas é aí que Ed ajuda-os. Para retribuir um favor a Jess, Ed dá boleia aos três (e ao cão) em direção à Escócia e entram numa viagem bastante hilariante, que irá mudar a vida de todos eles.

O que eu mais gostei desta leitura foi a forma "real" que a autora deu ao livro, infelizmente muitas mulheres passam diariamente por o que a Jess estava a passar, ser mãe e pai ao mesmo tempo e com todas as dificuldades de saber que ao final do mês tem contas a pagar e comida a por na mesma para os filhos, é algo que infelizmente é bastante real e Jojo Moyes não diminuiu essas dificuldades. Fora isso, todo o livro tem situações bastante constrangedoras que realmente acontece, a autora não romanceou os acontecimentos para ficar melhor no livro, Moyes sobre mostrar tudo o que acontece nestas situações. Outro aspeto que gostei imenso é que o livro tem romance sim, mas também tem um lado que dá que pensar, mais precisamente sobre preconceito, bullying e dificuldades familiares, tornando assim um livro fofo em algo bastante interessante e com mensagens bastante fortes.

A autora soube construir uma trama fantástica entre drama, problemas familiares, mas também com romance e  momentos bastante divertidos que fizeram-me emocionar, mas também dar grandes gargalhadas com esta família tão especial. Os problemas retratados nesta obra, facilmente os leitores se vão relacionar, seja desde a vida de Jess e os problemas de dinheiro, ou o antigo casamento dela que engravidou bastante jovem, alguém que sofra bullying como o Nick, alguém que não esteja nos padrões "normais" impostos pela sociedade como a jovem Tanzie, ou até mesmo alguém com problemas no emprego  e com dificuldade em manter-se próximo da família como o Ed, mas a verdade é um pouco que seja são problemas reais que são vistos no dia-a-dia que qualquer pessoa. Eu gostei imenso dos personagens, admito que em certa altura só queria que a Jess fosse atrás do ex-marido e que obrigasse-o a ter as suas responsabilidades e também queria entrar no livro e abanar o Ed por ele ser tão totó, mas no geral foram personagens que tocaram-me imenso e que sei que de alguma forma marcaram-me, principalmente a pequena Tanzie.

O romance em si não é o grande foco do livro, sim existe, mas como não é o principal até fica bastante óbvio e é sim cliché, mas não deixa de ser fofinho e de dar a esta história já tão carregada de temas fortes um ar mais descontraído e bonito que estes personagens precisavam nas suas vidas. Os personagens são de classes sociais bastante diferentes, mas esta viagem vai apresentá-los a uma realidade que desconheciam, principalmente o Ed que vivia no luxo, com a Jess ele vai aprender que não precisa de tudo aquilo, fazendo com que ele pense na forma em como ele vivia. As mudanças nos nossos personagens são bastante visíveis ao longo do livro, os quatro aprendem uns com os outros de forma a serem melhores para si mesmo.

A escrita de Jojo Moyes foi uma agradável surpresa, este foi o primeiro livro que li da autora e não estava nada à espera de gostar tanto. Repleto de sentimentos bem descritos e uma leitura bastante fluída e cativante, Moyes prendeu-me do início ao fim, só pensava em como tudo ia terminar e admito que chorei e ri imensas vezes, a autora realmente sabe colocar tudo em palavras de uma forma bem impressionante. Fora que a narrativa intercalada entre os quatro faz com que o livro seja ainda mais emocionante, é impossível ficar indiferente à menina que adora matemática e não percebe porque não pode ser assim e também do adolescente que gosta de ser diferente e que sofre de bullying por ser assim, em ambos só queria abraçá-los e dizer que tudo ia ficar bem.

Este livro tem uma história bastante bonita que retrata temas importantes da sociedade do dia de hoje e ainda termina com mensagens fortes sobre família. Um livro cativante que emociona e prende o leitor e posso dizer que realmente fiquei a querer ler mais obras de Jojo Moyes.

Leitura com o apoio:

01/09/2017

Novidade | "Um mais um – A Fórmula da Felicidade" de Jojo Moyes

Título: Um mais um – A Fórmula da Felicidade
Autor: Jojo Moyes
Tradução: Ana Maria Chaves e Márcia Montenegro
Editor: Porto Editora
Págs.: 424
Capa: mole com badanas

Jojo Moyes apresenta A Fórmula da Felicidade

Porto Editora apresenta um novo romance da autora do bestseller Viver depois de ti.
Para Jojo Moyes, a equação é bastante simples: Um mais um – a fórmula da felicidade. Este é o título de um novo romance, nas livrarias a 18 de setembro, da autora de Viver depois de ti, bestseller recentemente adaptado ao cinema.
No centro desta história está uma família muito peculiar. Jess, a mãe que diariamente batalha pelo futuro dos dois filhos: Tanzie, uma criança com uma capacidade invulgar com os números, mas cujo sucesso depende de um grande investimento; e Nicky, um adolescente reservado e constantemente perseguido na escola.
A vida dos três (sempre na companhia de Norman, um fiel e preguiçoso cão), sofre uma enorme reviravolta quando surge uma oportunidade única que pode mudar a vida de Tanzie. Só que, para isso, terão de atravessar o Reino Unido, numa autêntica road trip…acompanhados por um desconhecido em fuga da solidão e de um futuro incerto.
Neste cativante romance, repleto de momentos ternos, Jojo Moyes não desilude os seus leitores e, com recortes de humor, mostra que a fórmula da felicidade pode ser encontrada mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

Lançamento: 18 de setembro

Sinopse:
Uma mãe por conta própria
Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha. E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser…
Uma família caótica
Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar. Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola.
Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar…
Um desconhecido atraente
Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los…
Uma história de amor inesperada 
Um mais um – A fórmula da felicidade é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis.


Críticas de imprensa:
“Divertido, puro, genuíno, triste. Jojo Moyes no seu melhor.” Marie Claire
"Triunfal. Tão emocionante que irá precisar de uma caixa de lenços de papel." Elle

A Autora:
Jojo Moyes estudou Jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent durante 10 anos, até se dedicar a tempo inteiro à escrita criativa. Foi uma das poucas escritoras a receber por duas vezes o prémio Romantic Novel of the Year, primeiro com Foreign Fruit (2003) e mais tarde com A Última Carta de Amor (2011).
É com o romance Viver Depois de Ti que Jojo Moyes alcança os tops de vendas nos 44 países onde o livro está publicado. Com mais de 12 milhões de exemplares vendidos, Viver Depois de Ti vê a sua adaptação ao cinema, para grande alegria dos seus leitores em todo o mundo.
Jojo Moyes escreveu até à data 14 romances, que venderam 20 milhões de exemplares, dos quais destacamos Silver Bay – A Baía do Desejo, Um Violino na Noite, Retrato de Família, A Última Carta de Amor, Viver Depois de Ti, O Olhar de Sophie e Viver Sem Ti, que figuram no catálogo da Porto Editora.

Novidade:

01/07/2017

Novidade | "A Amiga" de Dorothy Koomson

Dorothy Koomson regressa com A Amiga
Do que é capaz alguém com um segredo a guardar?
No dia 6 de Julho, a Porto Editora publica A amiga, o mais recente romance de Dorothy Koomson, uma das autoras preferidas das leitoras portuguesas. 
A promoção do marido de Cece Solarin e consequente mudança para Brighton é a oportunidade ideal para um recomeço na vida da sua família. Tudo parece bem quando Cece descobre que a cidade vive na ressaca de um violento crime ainda por resolver e no qual, preocupada com a segurança dos filhos, se vê envolvida.
Dorothy Koomson confessa que “adorou escrever este livro, principalmente de criar estas personagens” admitindo que “embora pareça estranho, é muitas vezes uma surpresa para mim o que acontece com as personagens e a forma como as suas histórias se desenrolam”.
Em 2006 a escritora deu a conhecer A filha da minha melhor amiga – já na 19.ª edição –, e desde aí a Porto Editora tem vindo a publicar com regularidade a obra de Dorothy Koomson. O sucesso em Portugal é apenas parte do crescente prestígio internacional desta autora, que conta com mais de 2 milhões de exemplares de livros vendidos em todo o mundo, com edições em 30 línguas.

Sinopse:
Quando o marido é promovido, Cece Solarin muda-se para Brighton com os três filhos, animada com a possibilidade de um recomeço. No entanto, o ambiente do bairro que a acolhe parece-lhe ansioso e os vizinhos sobressaltados.
Cece descobre que, três semanas antes, Yvonne, uma das mães mais populares da zona, foi deixada às portas da morte, no pátio da escola dos filhos - a mesma onde se vê obrigada a inscrever os seus.
No primeiro dia de aulas, Cece conhece três mães muito diferentes que parecem querer ajudá-la neste novo começo. Mas Maxie, Anaya e Hazel são também amigas de Yvonne, e a polícia desconfia que uma delas poderá estar envolvida no crime. Preocupada com a segurança dos filhos, Cece está decidida a descobrir a verdade…

A Autora:
Traduzida em 30 línguas e com mais de 2 milhões de livros vendidos em todo o mundo, Dorothy Koomson é hoje uma das maiores referências do romance feminino. Ao livro mais emblemático – A filha da minha melhor amiga – seguiram-se outros sucessos que a tornaram uma das autoras preferidas dos leitores portugueses.

Outros livros da autora publicados pela Porto Editora:

Novidade:

30/06/2017

Opinião | "A Química dos Nossos Corações" de Krystal Sutherland

Título: A Química dos Nossos Corações
Autor: Krystal Sutherland
ISBN: 978-972-0-04860-8
Edição ou reimpressão: 05-2017
Editor: Porto Editora
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 280

Sinopse: Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento.
Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes. Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece.
Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho.
Uma estreia brilhante que equilibra humor e corações partidos, lembrando-nos de como o primeiro amor pode ser agridoce.

OPINIÃO:
Assim que este livro foi divulgado eu fiquei bastante interessada, a capa é lindíssima e a sinopse é bastante curiosa, mas mesmo assim iniciei esta leitura com poucas expectativas, na verdade estava à espera de um romance fofo e bem simples entre dois jovens e que fosse bem clichê e previsível, mas na verdade não foi nada disso, bem pelo contrário. Nesta história nada é simples e muito menos o final é cliché, na verdade eu não estava nada à espera da forma como a autora decidiu terminar o livro e assim que o terminei até fiquei desiludida, mas depois refleti e percebi que a mensagem que a autora quis deixar só estaria completa com este final.

A Química dos Nossos Corações conhecemos o Henry um jovem que dedica-se a ser um bom aluno, bom filho e bom amigo, mas nunca teve aquela paixão de adolescentes que a maioria dos jovens têm, ele nunca teve um interesse maior numa pessoa, até que quando a nova colega da escola é é nomeada para coordenar o jornal da escola junto com o Henry eles vêm-se obrigados a conhecerem-se. Logo o Henry fica interessado na Grace, mas mais pela forma estranha que ela se veste e também pela bengala que é obrigada a usar todos os dias. Ambos são bem diferentes, mas pouco a pouco, uma amizade e pois um primeiro amor surge entre eles, mas a Grace esconde alguns segredos que não vão ser nada fáceis de lidar.

O que eu mais gostei deste livro foi a forma como a autora construiu as personagens, o Henry é aquele típico jovem que se vê imenso, mas um pouco ingénuo e quando ele apaixona-se pela Grace ele amadureceu bastante. Também, os pais do Henry são personagens maravilhosas, a relação do Henry com eles e até com a própria irmã é tão boa que traz uma linda mensagem sobre família. Eles eram super divertidos, confiavam imenso nos filhos e davam-lhe a liberdade necessária para ser quem ele queria ser, foi uma família que gostei imenso de ler, claro que como todas as famílias também têm os seus problemas, mostrando assim uma família bem "real".

Já a Grace tem sérios problemas com o passado e sim, pouco a pouco ela aprender a deixar o passado para trás e seguir em frente com a sua vida. Eu no início até gostei imenso dela, ela era aquela rapariga diferente, que não se importa com o que os outros diziam, ela viviam no "sua bolha", mas quanto mais a vamos conhecendo percebemos que ela tem sérios problemas e a única coisa que ela soube fazer foi arrastar o Henry para os seus problemas e em vez de trata-los logo de uma vez deixou arrastar. No final eu posso dizer que não gostei da sua história, pode ter o lado dramático e mais sensível sim, mas é para isso que existem os adultos para perceberem que ela não estava bem.

Mas mesmo assim tenho que admitir que a história é bastante interessante, tem um ritmo super rápido que deve-se ao mistério por detrás da Grace que apenas queremos descobrir a verdade, mas também tem uma mensagem importante para todos os jovens. Quando se é jovem pensa-se que tudo o que nos acontece é o mais importante e nunca mais vai ser igual, mas a verdade é que é apenas o início da vida e ainda vão ter muitos momentos de felicidade, mas também muitas deceções. Também a escrita de Krystal surpreendeu-me imenso, realmente não estava à espera de algo tão leve e rápido que me prende-se à história de tal maneira que não conseguia largar o livro, a autora soube realmente construir uma excelente história com um romance diferente do que estou habituada a ler nestes livros, mas igualmente poderoso, dando ainda um pouco de drama e mistério à história tornando assim uma leitura excelente para os jovens. É um livro sobre amadurecimento, família, amigos e saber que ainda à mais para viver, por isso recomendo a todos os jovens para que acreditem que a juventude não é tudo e que ainda irão viver muito mais do que já viveram!

Leitura com o apoio:

13/06/2017

Novidade | "O Prodígio" de Emma Donoghue

O marcante regresso de Emma Donoghue com O Prodígio
Depois do sucesso de O Quarto de Jack, autora inspira-se em relatos históricos para criar um drama intenso.

Depois do grande sucesso de O Quarto de Jack e de ter sido nomeada para o Óscar pela adaptação deste romance para o cinema, Emma Donoghue inspira-se uma vez mais em relatos reais e situa o enredo de O Prodígio na Irlanda do séc. XIX, criando, novamente, uma personagem infantil marcante.
Anna tem 11 anos e é um inexplicável “prodígio da fé”, sobrevivendo sem quaisquer consequências a um longo período de jejum, o que atrai curiosos e devotos. Quando Lib Wright, enfermeira inglesa formada por Florence Nightingale na Guerra da Crimeia, é contratada para velar por Anna, dia e noite – para desmascarar a possível fraude ou confirmar as circunstâncias miraculosas – tudo parece mudar e a menina começa a definhar inexoravelmente.
Numa Irlanda vergada pela Grande Fome, Emma Donoghue constrói um complexo drama sobre a fé, a moral, o fundamentalismo, e sobre como o amor e a esperança podem triunfar sobre o mal.

Sinopse: A jovem Anna recusa-se a comer e, apesar disso, sobrevive mês após mês, aparentemente sem graves consequências físicas. Um milagre, dizem. Mas quando Lib, uma jovem e cética enfermeira, é contratada para vigiar a menina noite e dia, os acontecimentos seguem um diferente rumo: Anna começa a definhar perante a passividade de todos e a impotência de Lib. E assim se adensa o mistério à volta daquela pobre família de agricultores que parece envolta num cenário de mentiras, promessas e segredos.
Prisioneira da linguagem da fé, será Anna, afinal, vítima daqueles que mais ama?

A Autora: Emma Donoghue nasceu em Dublin, em 1969. É duplamente emigrante. Passou oito anos em Cambridge, Inglaterra, a tirar um doutoramento em literatura do século XVIII, antes de se mudar para London, Ontario. Por outro lado, Emma Donghue também migra entre géneros literários: escreve argumentos assim como novelas históricas e contemporâneas e contos.
O seu bestseller internacional O Quarto de Jack foi finalista do Man Booker, Commonwealth e Orange Prizes e premiado com diversas distinções. A autoria do argumento para o filme O Quarto valeu-lhe uma nomeação para o Óscar de melhor adaptação de argumento original.

Novidade:

28/05/2017

Novidade | "A química dos nossos corações" de Krystal Sutherland

O primeiro amor é um desastre épico
A magnífica estreia de Krystal Sutherland com A química dos nossos corações
No próximo dia 1 de junho, a Porto Editora publica A química dos nossos corações, o romance juvenil da estreante Krystal Sutherland que tem conquistado leitores por todo o mundo.
Henry Page é um romântico incurável... ainda que meramente no plano das ideias. Para ele, amor verdadeiro é aquele que provoca arritmias cardíacas, com primeiros beijos acompanhados por uma banda sonora digna de um sucesso de Hollywood e em que “para sempre” significa “até que algo mais definitivo do que a morte nos separe”. Quando conhece Grace Town – que não é, definitivamente, a rapariga de sonho pela qual esperava – Henry vai descobrir que a vida não segue o guião que criou. E que isso pode ser a parte mais interessante de todas.
Uma magnífica estreia que captura as emoções agridoces dos primeiros amores, os sentimentos confusos da adolescência e como “reparar” um coração partido o pode tornar ainda mais valioso.

Sinopse: Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento.
Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes. Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece. Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho.
Uma estreia brilhante que equilibra humor e corações partidos, lembrandonos de como o primeiro amor pode ser agridoce.

Podem ler as primeiras páginas AQUI.

A Autora:
Krystal Sutherland nasceu em Townsville, Austrália, um lugar que não conhece o inverno. Já adulta, passou por Sydney onde coordenou a revista da universidade que frequentava; por Amesterdão, onde trabalhou como correspondente de um jornal; e Hong Kong. Krystal estagiou na Bloomsbury Publishing e foi nomeada para o Queensland Young Writers Award. Não tem animais de estimação, nem filhos, mas adora dar nomes a objetos inanimados: por exemplo, teve uma bicicleta holandesa chamada Kim Kardashian e um dinossauro pequeno e insuflável chamado Herbert. A química dos nossos corações é o seu primeiro romance.

Novidade: