01/04/2010

Vida Eterna - 9º Capítulo

Olá!


9º Capítulo

Arrumei a minha mala para o dia seguinte e como ia ter Ginástica á tarde arranjei uma mala á parte com uns corsários de malha pretos, nada de calções super minis, uma t-shirt branca e as minhas sapatilhas pretas.
Vesti o meu pijama que era composto por uns simples calções e um top em tons de branco com riscas cinzentas.
Após fazer a minha higiene pessoal, deitei-me na cama e nesse preciso momento o meu telemóvel tocou.
- Olá Jake!
- Olá Nessie, telefonei-te para te dar as boas noites. Desculpa só telefonar agora, mas estive a fazer ronda então só cheguei agora a casa.
- Não faz mal, só de ouvir a tua voz já vez com que vá dormir muito melhor.
- Fico feliz por ser útil. – e sorri-mos os dois.
- Jake, hoje nem falei com o meu pai, passei a tarde toda no mesmo espaço que ele e nem falámos, acho que ele está mesmo chateado comigo.
- Amor, tu não tens que te sentir culpada, eu amo-te e por sorte tu correspondes aos meus sentimentos e é o teu pai que tem que aceitar isso.
- Eu sei, mas custa-me. Eu gosto muito dele Jake, e agora trata-me como se fosse invisível.
- Nessie, descansa, pode ser que com o tempo ele aceite.
- Eu assim espero Jake, assim espero.
- Vá amor vai dormir, amanhã tens que acordar cedo, amo-te!
- Boa noite Jake, também te amo! – e após isso desligou a chamada.
Deitei-me na cama a pensar nos últimos dois dias que foram ao mesmo tempo os melhores e os piores dois dias de toda a minha pequena vida.
Descobri que o Jacob me amava, mas ao mesmo tempo descobri que com o aceite disso, o meu pai ficou zangado e agora mal falamos.
Estava tão distraída nos meus pensamentos que nem dei conta que estavam a bater na minha porta do meu quarto.
- Filha, posso entrar? – era a minha mãe.
- Claro mãe, entra.
Ela entrou no meu quarto e foi sentar-se ao meu lado na minha cama.
- Filha, precisamos de conversar.
- Eu sei mãe. Mas antes quero te pedir desculpas, não sei se aceitas o meu namoro com o Jake, mas eu amo-o mãe.
- Filha, calma, eu sei disso. No dia em que descobri que o Jake teve a impressão por ti eu passei-me completamente, eu até saltei-lhe em cima e nem sei o que ia fazer, mas o Seth meteu-se á frente e magoei a ele e não ao Jacob e o teu pai estava calmo, pois na altura os pensamentos do Jake eram apenas de protecção de um irmão, eu até penso que o teu pai acreditava que tu nunca irias sentir o mesmo por ele e então ele na altura não se importou, mas eu sim, mas durante estes sete anos que o Jacob esteve aqui nós conversávamos muito, principalmente sobre o futuro e ele dizia que não queria mais do que tu lhe quisesses dar, mas eu percebia a forma como tu olhavas para ele, principalmente neste último ano e sabia que já o amavas tal como ele te amava, e eu sei que não á outro homem que te vai amar tanto quanto o Jacob, pois a impressão é isso mesmo, é viver para essa pessoa e só se essa pessoa existir e tiver bem é que importa, por tanto eu sei que ele não te vai magoar. Mas Nessie, tens que ter paciência com o teu pai, para ele tu ainda és uma criança, ele não aceita que cresceste tão depressa, e para dizer a verdade, eu também não, mas não me importo, eu confio no Jake, afinal ele é o meu melhor amigo. – OMG, estava completamente de boca aberta, a minha mãe tinha-me dito mesmo aquilo?
- Mãe isso quer dizer que aceitas o meu namoro com o Jake? – tinha mesmo que confirmar.
- Filha, não vai ser fácil, mas sim eu aceito. – eu adorava a minha mãe e fui logo abraçá-la.
- Mãe adoro-te, és a melhor mãe do mundo!
- Eu só quero ver a minha filhinha feliz. – ups tinha esquecido de um pormenor, o cinema no sábado.
- Mãe, lá na escola uns amigos meus estão a combinar irem ao cinema no sábado e convidaram-me, posso ir? – estava com receio da resposta.
- Mas sozinha com os teu colegas? Ainda só os conheces á dois dias.
- Não mãe, vou eu e o Jake, ele tinha-me acabado de deixar na escola e a Mary convidou-nos. E a Mary e os amigos são de confiança, não me perguntes como sei isso, mas sinto, mãe claro que não lhes vou contar nada do que sou, mas é apenas uma ia ao cinema.
- Está bem, e se o Jake vai ainda melhor. – abracei-a de novo.
- Obrigada mãe.
- Boa noite querida, amanhã tens que levantar cedo, dorme bem. – a minha mãe despediu-se de mim e deu-me um beijo na bochecha.
- Boa noite mãe. - após a minha mãe sair do meu quarto, tapei-me com a colcha e adormeci a sonhar com o Jake.
Os dois dias seguintes foram normais, nem o Erik nem a Betty meteram-se comigo e na quarta e quinta fui almoçar com o Jake a casa dele e na sexta fui directamente para casa já que á sexta-feira não tenho aulas á tarde.
Cheguei a casa e a minha querida avó tinha-me feito uma simples massa que gostei, mas o que estava mesmo a precisar era de ir caçar.
- Mãe vou caçar. – disse-lhe.
- Nessie, queres que vá contigo? – ela perguntou-me e quando menos esperava o meu pai falou.
- Eu vou contigo Renesmee. – ah?
O meu pai falou comigo?
Ele queria ir caçar comigo?
- Sim Nessie, precisamos de falar. – respondeu-me aos meus pensamentos.
“Está bem.” – foi a única coisa que consegui pensar.
Sai-mos de casa em direcção á floresta e ainda nenhum tinha falado e eu estava a cantarolar em pensamento uma canção nova, eu não queria pensar em nada que fizesse com que o meu pai se irritasse.
- Nessie, precisamos de falar. – ele interrompeu o silencio.
“Claro pai, mas …”
- Nessie antes de mais tens que compreender que é muito difícil aceitar que a minha filha de sete anos já namora, para mim ainda és uma bebé.
- Mas já não sou pai! – respondi-lhe com a minha voz. – E tu ouves os meus pensamentos e os do Jacob, e sabes muito bem que eu amo-o, e sabes que ele também me ama, pelo menos acho que sim, não é pai? Ele teve a impressão natural por mim e isso é como se fosse amor á primeira vista ou coisa parecida. – o meu pai olhava para o chão, ele não queria olhar-me nos olhos. – Pai, fala comigo, eu gosto muito de ti e estes dias chateada contigo não me vez nada bem. – ele olhou-me nos olhos e abraçou-me.
- Filha, desculpa, desculpa, sim, eu sei que ele te ama e muito, e tu também o amas, mas pensava que não iria acontecer tão cedo. E digo-te mais, na impressão natural o lobo sente o que a impressão sente, e quer o que a impressão quer e sei que o que tu e o Jacob querem é isto, mas Nessie, eu ainda não me habituei muito, mas eu prometo que vou ser mais tolerante. – o meu pai tinha acabado de aceitar o meu namoro com o Jake? – Nessie, não estou a dizer que aceito, estou a dizer que compreendo e vou tentar aceitar. – pois e o poder dele claro. – Ah querida, sobre amanhã. – Ele não me vai deixar ir? – Querida claro que te vou deixar ir, mas tem cuidado está bem?
- Claro pai. – e voltei a abraçá-lo.
- Agora vamos caçar. Quem caça o maior? – o meu pai queria desafio?
Muito bem, comecei a correr pela floresta fora e vi um veado macho enorme, era impossível o meu pai arranjar maior.
Mas, com o azar que eu tenho, o meu pai tinha que apanhar um bem maior, até fiquei surpreendida, o meu pai já não me deixava ganhar.
- Querida, claro que não. Se queres ganhar a partir de agora vais ter que te esforçar mais. - comecei a rir e fui em direcção a ele, abraçámo-nos durante breves momentos e dirigimo-nos a casa.
Quando estávamos próximos da casa dos meus pais, senti um aroma muito familiar e maravilhoso, olhei para o meu pai e vi-o a torcer o nariz, sorri para ele e deu-me sinal de aprovação.
Corri para dentro de casa e no momento em que entrei senti uns braços quentes á minha volta.
- Jake! O que fazes … - ele não me deixou terminar a frase e beijou-me ali bem em frente aos meus pais.
Após uns segundos que foram muito pouco em comparação que ainda não o tinha visto hoje, afastou-se e foi o primeiro a falar.
- Nessie, hoje ainda não te tinha visto e não conseguia esperar mais.
- Ainda bem que vieste. – disse-lhe beijando-o novamente.
- Uh Nessie, trouxe um filme, queres ver? – mas ele olhou para trás. – Claro, se a Bella e o Edward deixarem. – olhei para o meu pai e ele estava calmo, muito calmo mesmo, estranho!!!
- Claro que podem! Nessie mas não te deites tarde! – fiquei completamente surpreendida e não fui a única, a minha mãe estava com uma cara de parva, mas logo saltou em cima do meu pai e abraçou-o e o Jake já me estava a puxar para o sofá.
- Bella, Edward, se quiserem também podem ver. – e quem respondeu foi a minha mãe.
- Desculpa Jake, fica para a próxima, temos coisas para fazer.
- Coisas ah?? – respondeu-lhe o Jacob.
A minha mãe foi até ele e bateu-lhe na cabeça e começámo-nos a rir.
- Então boa noite. – despediu-se o Jake deles aninhando-se melhor no pequeno sofá de dois lugares que era ocupado, por mais de metade, por ele.
- Boa noite mãe, boa noite pai. – despedi-me deles.
Após as despedidas aninhei-me junto ao Jake e ele puxou-me para junto dele.
Coloquei a minha cabeça no tronco dele, que por azar ele estava com uma t-shirt.
Era tão bom estar ali junto dele, abraçada nele, que nem dei pelo tempo passar e muito menos para o tema do filme.
Percebi que era uma comédia romântica, mas se me perguntarem de que se tratava, não conseguiria responder, pois durante o filme estava mais interessada nas batidas fortes do coração do Jake e do calor que ele me preposicionava, do que propriamente com o filme.
Claro que não era a primeira vez que víamos filmes juntos, mas desta vez foi diferente, vimos o filme como namorados e não como simples amigos, desta vez estava com o amor da minha vida, estava com quem eu amava e mais nada importava.
- Nessie, o filme já acabou. – olhei para ele com uma cara de espanto, já tinha acabado?
- Já? – ele riu-se com a minha pergunta.
- Por acaso tiveste com atenção ao filme? – ele tinha-me apanhado.
- Estive…quer dizer mais ou menos, é que tu aqui ao pé de mim és mais importante do que o filme.
- Fico muito contente por isso, mas tens que te ir deitar, amanhã venho-te buscar ás 14:30h, está bem?
- Ok. - disse-lhe levantando-me do sofá. – Mas tens que ir mesmo já?
- Não é que eu queira, mas tens que ir dormir e amanhã vamos passar a tarde toda juntos, por isso não te preocupes, o tempo passa rápido. – ele disse dirigindo-se á porta, mas não o podia deixar ir embora assim.
- Jake! - chamei-o e ele virou-se para mim e então saltei no colo dele e beijei-o com a maior urgência, mas paixão que senti.
Percorri cada canto da sua boca com a minha língua, o seu hálito era quente e agradável, como eu queria estar assim para sempre, eu amava-o e nada deste mundo iria estragar este momento.
As suas mãos percorriam as minhas costas e as minhas o seu cabelo que era curto e forte.
- Ne…Nessie… - disse ele durante os meus beijos.
- Siimmmm? – e afastei-me um pouco dele.
- Tenho de ir querida! – fiz cara de sofrimento, mas cedi.
- Tudo bem. – voltei a beijar-lhe e depois desci do seu colo. – Até amanhã Jake. Amo-te.
- Também te amo e muito. Dorme bem meu amor!.
E assim vi ele a entrar na floresta, certamente para se transformar.
Dirigi-me ao meu quarto e vesti o pijama e deitei-me na minha enorme cama de casal, que após fazer seis anos, ou seja no corpo de uma adolescente de 13/14 anos, a minha tia Alice quis remodelar o meu quarto que antes tinha uma cama cor de madeira clara de solteiro no meio do quarto, paredes cor-de-rosa bebé e autocolantes em forma de borboletas espalhadas pelo quarto, para um depois ser todo branco, com uma cama branca de casal no meio do quarto, uma mesa de cabeceira de cada lado da cama também brancas, um roupeiro branco com as portas em vidro um pouco maior que o antigo cor-de-rosa que tinha e em vez da pequena mesa de brincar, tinha agora uma secretária branca com duas riscas de lado cor-de-rosa choque e na parede em cima da cama estava pintado um “R” em rosa choque mas numa letra muito feminina e na ponta do “R” uma pequena borboleta.
A minha colcha era rosa choque também, para variar.
A minha tia adorava que o meu quarto fosse todo rosa, e eu não me importava, porque realmente eu gostava, principalmente daquele “R”.
Deitei-me e não demorei a adormecer.
Hoje tinha feito as pazes com o meu pai e estava muito feliz.
No dia seguinte acordei tarde, muito tarde, já era meio dia e meia e ninguém me tinha acordado?
Levantei-me e dirigi-me á cozinha onde vi o meu pai a fazer-me o almoço, que pelo cheiro estava maravilhoso.
O meu pai podia ser vampiro, mas sabia cozinhar, e muito bem.
- Bom dia pai. – disse dirigindo-me a ele.
- Bom dia? É quase boa tarde. – respondeu-me ele.
- Deviam me ter acordado. Já agora, onde esta a mãe? – perguntei-lhe não vendo a minha mãe presente na sala.
- O que achas? A Alice foi com ela ao shopping, já sabes como é a Alice. – pois, quando a minha querida tia queria alguma coisa, não descansava até conseguir, e quase sempre conseguia.
Quando o meu pai terminou de fazer a minha omelete de queijo e cogumelos, comi e depois lavei o meu prato, os talheres e a frigideira.
Depois tomei um banho muito demorado lavando bem os meus cabelos e escovando-os bem para não deixar nenhum nó.
Ao sair da banheira, sequei o cabelo e meti um produto para cabelos ondulados para eles ficarem sedosos e brilhantes.
Quando cheguei ao quarto abri a porta do roupeiro e pensei que nestas alturas é que queria aqui a tia Alice, mas como ela não estava tinha que me arranjar sozinha e iria conseguir.
Peguei em várias túnicas e decidi por uma roxa de manga cumprida toda lisa e justa na cintura, combinei com uns leggins pretos e um cinto muito fino preto só para dar um toque á túnica.
Em cima da cama abri o meu enorme estojo de maquilhagem e coloquei um pouco de blush clarinho, uma sombra bege, rímel preto e um gloss rosa clarinho.
Arranjei o meu cabelo de forma a ele ficar solto mas com um ar elegante.
Por fim, calcei umas botas pretas de cano e salto alto e combinei tudo com uma pequena mala onde coloquei a carteira, o telemóvel, gloss, e chaves.
Estava pronta.
Olhei para o relógio e faltava 15 minutos para a hora marcada com o Jake, por isso decidi descer e ver um pouco de televisão enquanto esperava por ele.
Nem deu tempo de passar dois canais e já estavam a tocar a campainha e sabia muito bem quem era, aquele aroma maravilhoso era inconfundível.
- Pai, o Jake chegou, adeus! – ouvi um adeus do seu quarto que para variar devia estar a ler um livro qualquer, pois quando a minha mãe não estava em casa ele parecia um zumbi sem fazer nada, então lia.
Abri a porta e vi os seus maravilhosos olhos colados aos meus, aqueles lábios quentes que eu tanto queria, sorri para ele e percebeu logo o recado, puxou-me para junto dele e beijou-me levemente mas apaixonadamente, um beijo lento e cheio de paixão.
Fomos em direcção ao carro do Jake e fomos para o cinema e durante o curto caminho reparei que ele estava lindo com uma t-shirt branca, um casaco de malha preto e umas calças de ganga escuras, simplesmente perfeito.
Quando chegamos não vimos ninguém conhecido na fila, por isso conclui que ainda não tivessem chegado.
- Jake! – chamei-o dirigindo-me para junto de dele – Tenho frio! – esta minha expressão fez com que ríssemos em conjunto, mas não foi preciso dizer mais, o Jake chegou-se ao pé de mim, segurou-me na anca e beijou-me, eu andava a passear os meus dedos pelos seus cabelos lindos que nem me apercebi de estarem a bater no vidro.
Quando olhei para cima, vi a Mary, o Daniel, a Emma e o Ryan a rirem-se e senti as minhas bochechas ficarem vermelhas como um tomate.
- É melhor sairmos, os teus amigos já chegaram. – o Jake avisou-me.
E assim fizemos, cumprimentei todos e apresentei oficialmente o Jacob como meu namorado.
Quando chegamos á fila vi que não estavam muitos filmes em exibição apenas uns três filmes, isto é o que dá ser um cinema pequeno.
- Mary, qual é o que vamos ver?
- Estamos a pensar ir ver aquele ali. – ela apontou para o último placar onde apresentavam os filmes. – Chama-se “First Love” e retrata um amor impossível, os pais dela não aceitam ele, acho que é qual quer coisa assim, concluindo é uma comédia romântica.
- Ok. – respondi-lhe com o meu maior sorriso e foi ai que reparei na roupa dela, uma roupa simples mas apropriada para ela, uma calças de ganga justas, uma t-shirt rosa, um simples blusão preto e complementava com uma pequena mala preta, já a Emma vestia uma mini saia de ganga, uma t-shirt branca com uns desenhos pretos, um casaco de malha preto, trazia collants pretos e umas botas pretas baixas e rasas.
Em relação ao filme, sinceramente nem estava preocupada com qual íamos ver, desde que estivesse bem agarradinha ao Jacob e pudesse passar umas horas sem me lembrar dos problemas, já bastava para ser perfeito.
Compramos os bilhetes e escolhemos os lugares da última fila, que eram perfeitos para o que queriamos.
Estava-mos sentados nos nossos lugares e o filme estava prestes a começar quando o Jake começou a beijar o meu pescoço.
Virei a cara para ele e beijámo-nos por muito tempo, mesmo muito tempo, de vez em quando olhava para a tela e reparava em algumas cenas, umas vezes os protagonistas estavam aos beijos, outras já estavam a discutir…
Bem, como não estava a seguir o filme desisti de tentar percebe-lo e dediquei-me inteiramente ao meu amor, entrelaçando os meus dedos no seu curto cabelo e apenas pensando no seu hálito quente e nos seus braços fortes que me agarravam.
Quando as luzes do cinema foram ligadas eu separei-me dele e quando olhei para a Mary ela estava ainda agarrada ao Daniel e a Emma agarrada ao Ryan, parece que nenhum de nós deu atenção ao filme.
Levantei-me agarrada ao Jacob e desci as escadas do cinema.
- Ei Nessie, nem te despedes de nós. – gritou-me a Mary que se estava a levantar da cadeira com o Daniel a refilar.
- Bem, estavam tão entretidos que não vos queria incomodar. – e sorri maliciosamente. – Até segunda pessoal!
- Até parece que estiveste atenta ao filme. Mas pronto, até segunda querida. – e assim sai do cinema e fui em direcção ao carro do Jake.
Eram cerca de cinco da tarde e estava um dia até normalmente bom, claro, o céu cinzento, um pouco de vento, mas quando estamos a falar de uma meia vampira e de um lobo, o único problema seria mesmo a chuva, que infelizmente era uma constante aqui em Forks, mas neste dia não estava a chover, por isso queria ir passear, queria ir dar uma volta, sei lá espairecer, correr, gritar…bem eu estava louca, mas sei lá…
- Jake, quero ir a qualquer lado. – virei-me para ele e estava a sorrir feita boba.
- Onde queres ir princesa?
- Sei lá Jake, a qualquer lugar que seja livre, feliz, que poça espairecer. – ele olhou-me com uma cara intrigada, mas passado uns minutos eles ri-se e diz-me.
- Já sei, tenho um lugar perfeito!
- Onde? – estava curiosa.
- Já vais ver….
- Diz-me, por favor…. – eu detestava que me deixassem curiosa, afinal eu tinha o direito de saber para onde ele estava a levar-me, não tinha?
Mas desisti de perguntar, eu iria esperar, contrariada, mas iria esperar.
Quando tomei atenção onde estávamos reparei que tinha-mos chegado a La Push, vi as pequenas casas que o local tinha, a grande floresta que as cobria e até vi alguns dos rapazes a acenarem ao Jake.
Quando finalmente ele parou o carro, estávamos em frente á praia de La Push, esta praia era maravilhosa, eu adorava passear pela areia, sentia-me livre, sentia-me feliz, ou seja tudo o que queria neste momento, o Jake conhecia-me mesmo bem.
Ele estava a olhar para o mar, eu cheguei junto a ele e abracei-o, depois olhei para ele e beijei-o, mas foi um beijo rápido pois descalcei as botas e comei a correr pela praia, com o Jake atrás de mim, parecíamos duas crianças, lembro-me quando tinha quatro ou cinco anos, ou seja, num corpo de nove ou dez anos, e eu corria assim e o Jake quando apanhava-me colocava-me ás cavalitas e eu ria, ria, ria, eu desde pequena que me divertia muito com o Jake.
Estava entretida nos meus pensamentos que nem dei conta de que tinha reduzido a velocidade e o Jake tinha-me apanhado.
Agarro-me e colocou-me a areia, fazendo-me cócegas e eu apenas ria e ria.
- Jake pára, Jake pára… - e quando os nossos olhos se cruzaram, ele parou de me fazer cócegas.
Olhámos durante um tempo um para o outro, eu deitada na areia e ele por cima de mim, que antes estava a fazer-me cócegas e agora estamos a olhar um para o outro.
Aqueles olhos negros, lindos, que eu tanto amava, podia ficar ali para sempre, perdida no seu olhar, perdida nos meus sentimentos que apenas o olhar dele me proporcionava.
Lentamente ele tirou uma mancha do meu cabelo da minha cara e foi-se aproximando dos meus lábios.
Quando me beijou, mil e umas sensações passaram na minha cabeça: paz, segurança, divertimento, alegria, orgulho, mas principalmente amor, naqueles beijos estavam amor.
Coloquei os meus braços á volta do pescoço do Jake e rapidamente cheguei ao seu cabelo, ele segurava a minha cintura e podia sentir as suas mãos quentes na minha barriga.
A minha língua percorria cada canto da sua boca, o seu hálito quente era como uma droga para mim, que eu precisa de mais e mais, mas naquele momento, não sabia o quê, sabia que tinha que aproveitar cada momento que passava com ele, sabia que era ele quem eu queria, mas não sei….continuei a beijá-lo e num ritmo mais ofegante e urgente que antes.
Mas sem perceber o porquê, ele afasta-se de mim, mas começou a acariciar a minha face, deixando a sua boca a centímetros da minha.
Ai….OMG…porquê é que ele me fazia isto?
- O que foi Jake? – tinha que perguntar, já que ele estava fixado em mim, mas não fazia mais nada.
- Nada, é que és tão linda, eu nem acredito que és minha namorada, fogo, tantos anos que esperei por estes dias, e agora tu estas aqui bem á minha frente e eu tenho medo que seja tudo um sonho. – oh que querido, ele pensava da mesma forma que eu.
- Bem, eu poço te mostrar que eu sou bem real e que estou bem aqui junto a ti. – e sem hesitar voltei a beijá-lo, mas desta vez rebolei para cima dele e fiquei por cima e ele deitado na areia, beijei-o com muita urgência, as minhas mãos percorriam o seu cabelo e as dele as minhas costas.
Mas eu sabia que era bom de mais para ser verdade, e tinha que haver sempre algum imprevisto para nos intervirem.
- Jake! – ouvimos uns gritos ao longe.
Rapidamente nos afasta-mos e olha-mos para onde veio os gritos.
- Jake, desculpem, mas precisamos de ti. – Sam já estava ao pé de nós e rapidamente pusemo-nos em pé. – Olá Nessie.
- Olá Sam, mas o que se passa? – perguntei-lhe.
- Nada de grave, apenas mais um miúdo se transformou e este tem apenas 12 anos e ainda nem tem um corpo como os outros lobos tinham, ou seja, já adulto, ele é apenas uma criança, Jake por isso precisamos de ti, como Alfa és o único que o pode acalmar, o puto esta super assustado, coitado. – eu estava em choque, um rapaz com apenas 12 anos?
Olhei para o Jake e ele estava tão espantado quanto eu, mas lá conseguiu falar.
- Mas Sam, estou com a Nessie.
- Jake ela pode ir para casa da Emily um pouco, também penso que seja rápido, basta tentares que ele volte á forma humana que depois nós tratamos do resto.
- Vá Jake vai lá, eu vou até a casa da Emily, não te preocupes, eu sei o caminho, vai. – disse-lhe dando um empurrão.
- Ok, mas eu não demoro, desculpa. – e depois deu-me um beijo, mandou-me as chaves do seu carro e desapareceu pela floresta dentro.
Fui em direcção ao carro a pensar nos bons momentos que eu já tinha passado com o Jacob, ainda só tinha passado uma semana e eu estava completamente apaixonada por ele, já não conseguia viver sem ele, bem eu nunca conseguiria viver sem ele, mas não deste jeito, agora eu precisava MESMO dele, precisava dele para respirar, precisava dele para poder viver.
No meio dos meus pensamentos abri a porta do condutor, sentei-me e tirei a areia dos pés e calcei as botas, quando ia a fechar a porta ouvi alguém chamar-me.
- Olá Renesmee. – boa, só me faltava esta.
- Olá Leah, o que queres? – não estava com paciência para as palermices dela.
- Quero que saibas a verdade. – ah?
- Qual verdade Leah? – mas ela estava a ficar maluca?
- A verdade que o Jacob não te contou, o passado dele, o passado dele com a tua mãe e o passado dele comigo. – ela disse de forma rude.
Mas espera lá ela disse passado com a minha mãe?
Passado com ela?
Mas, afinal o que é que o Jake ainda não me tinha contado?



Anexos:



Roupa da Nessie da ginástica:

Roupa da Nessie no dia do cinema:


Roupa da Mary e da Emma no dia do cinema:


Jake no dia do cinema:

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